5 Razões para Reduzir o Tempo de Exposição das Crianças a T.V., Tablet, Computador e afins

O tema de hoje para o nosso você sabia? É família, sou inscrita nesse site e sempre recebo email deles quando tem um post novo. Se não me engano este recebi ontem, e achei tão interessante que resolvi compartilhar com vocês.

O assunto é importante e vale muito a pena a leitura. Espero que gostem!!!

“Criança hoje em dia já nasce com o mouse na mão”, “Meu filho de três anos se vira melhor com o computador do que eu”, “Na escola do meu filho aboliram os cadernos, é tudo no tablet, pois a criança precisa se preparar para o futuro”, “Meu filho está aprendendo inglês jogando games online.”

Se você é pai ou mãe, já deve ter ouvido algo como as afirmações acima. Há muito entusiasmo em torno das novas tecnologias, especialmente devido a seus inquestionáveis benefícios para a vida dos adultos. Porém, pais e educadores precisam estar atentos às conclusões das pesquisas científicas sobre os impactos das novas tecnologias e da TV sobre o desenvolvimento cognitivo, social, moral e até físico das crianças. Há razões de sobra para crer que os benefícios supostamente proporcionados pela exposição precoce a monitores são infinitamente ultrapassados pelos prejuízos para o desenvolvimento dos pequenos, justificando a preocupação dos pais com o assunto e a adoção de medidas para limitar o uso dos dispositivos eletrônicos por seus filhos.

Segundo as pesquisas, a exposição excessiva à TV, monitores e displays está associada ao desenvolvimento de problemas como obesidade, distúrbios do sono, problemas de comportamento agressivo, compulsivo e hiperatividade. Ainda mais profundos parecem ser os efeitos dessa exposição sobre o imaginário das crianças, prejudicando o pensamento criativo, a capacidade de concentração e o interesse pelo mundo real.

Mas será que isso não é um exagero? Afinal, já que a tecnologia está por toda parte, não seria melhor que as crianças aprendessem a tirar proveito dela o mais cedo possível?

Se você tem dúvidas sobre o assunto, continue lendo e conheça 5 razões por que o tempo de exposição das crianças a esses dispositivos deve ser limitado e supervisionado pelos pais.

1.Distúrbios do sono

O tempo e a qualidade do sono são fatores essenciais para o desenvolvimento físico e cognitivo das crianças. Não é de hoje que os pesquisadores alertam para os impactos negativos da TV e dos videogames sobre o sono dos pequenos. A preocupação, agora, é com o aprofundamento desses prejuízos devido ao advento dos smartphones e tablets, que, por sua portabilidade, foram parar na cama das crianças.

Um estudo publicado pelo periódico Scientific Reports (2017) examinou a relação entre o uso de dispositivos touchscreen e os efeitos sobre o sono de crianças entre 6 e 36 meses, concluindo haver relação entre o tempo de uso desses aparelhos e prejuízos tanto para o tempo quanto para a qualidade do sono.

Um estudo publicado no periódico Pediatrics – a revista oficial da Academia Americana de Pediatria (AAP) – em 2016, sobre o impacto dos dispositivos eletrônicos sobre o sono de crianças e adolescentes de 5 a 18 anos, concluiu que a exposição à luz (especialmente à luz azul) e à atividade dos monitores antes da hora de dormir afeta os níveis de melatonina e pode fazer com que a criança demore mais a pegar no sono. O estudo afirma ainda que o uso de mídias próximo ao horário de dormir pode causar distúrbios do sono e prejudicar o desempenho escolar.

2.Excesso de peso e obesidade

O mesmo estudo conduzido pela AAP constatou que a incidência de sobrepeso é 5 vezes maior em adolescentes que assistem a mais de 5 horas por dia de televisão, quando comparados a adolescentes que assistem de 0 a 2 horas por dia. Estudos mais recentes concluíram que assistir à TV por mais de 1,5 hora por dia é um fator de risco para obesidade entre crianças de 4 a 9 anos de idade.

Além do fato de o tempo gasto com monitores ser um tempo subtraído à atividade física, o hábito de ingerir alimentos calóricos enquanto se assiste à TV, juntamente com a indução, pela publicidade, ao consumo desse tipo de alimento, contribuem para esse resultado.

3.Problemas de atenção e hiperatividade

Outro estudo publicado na revista Pediatrics (2004) concluiu existir uma relação entre a exposição de crianças de 1 a 3 anos à TV e o desenvolvimento de problemas de atenção aos 7 anos. Acredita-se que, por ser uma idade em que o cérebro apresenta grande plasticidade, a superestimulação provocada pela rápida sucessão de imagens do monitor pode afetar negativamente o desenvolvimento cerebral.

Além disso, o hábito de ver TV acostuma a criança a um estado de passividade mental associado à superestimulação dos sentidos, levando os pequenos a achar monótona e entediante toda atividade que demande atenção ativa e esforço de concentração.

A relação com a hiperatividade é explicada pelo acúmulo de energia ocorrido durante a exposição à tela. O tempo de inatividade da criança é posteriormente “compensado” com um excesso de atividade e agitação que geralmente se seguem ao período gasto vendo TV, jogando videogame ou “brincando” com aplicativos.

4.Transtorno do jogo

Um risco cada vez mais presente entre crianças e adolescentes que utilizam mídias eletrônicas sem nenhum tipo de controle é o chamado gaming disorder, ou “transtorno do jogo”. Dentre os sintomas, estão um excesso de preocupação com o jogo, uma redução do interesse por relacionamentos fora do mundo virtual, incapacidade de controlar o uso do computador, tablet ou smartphone (ou revolta quando os pais tentam impor limites ao uso desses dispositivos) e um maior retraimento (indisposição para conversar, interagir, interessar-se por outras atividades etc.).

O caso é tão grave, que a Organização Mundial da Saúde estuda a proposta de classificar o transtorno do jogo como distúrbio psiquiátrico, incluindo-o na Classificação Internacional de Doenças (CID) – um parâmetro utilizado por médicos de todo o mundo para o diagnóstico de doenças.

5.Baixa eficácia dos vídeos, softwares e apps “educativos”

Devido à conformação cerebral das crianças, a transmissão de conteúdos em duas dimensões (por meio de monitores ou displays) é muito menos eficaz do que a transmissão “real”, em três dimensões, por meio da mediação de um ser humano.

O problema da transmissão por meio de monitores, chamado video deficit effect, já foi abordado pelo Dr. Italo Marsili aqui no blog (Vídeos e Aplicativos Educativos Valem Mesmo a Pena?). Em suma, uma criança exposta ao aprendizado por meio de vídeos terá um déficit de aprendizagem. A criança precisa da mediação humana para que possa processar de modo eficaz as informações que recebe do mundo exterior.

 

Esse déficit pode ser explicado porque a transferência do conhecimento obtido por meio de uma plataforma bidimensional para o mundo tridimensional requer um maior desenvolvimento do pensamento simbólico, dos controles de atenção e uma maior flexibilidade da memória – tudo isso ainda incipiente na criança, que, antes dos 2 anos de idade, ainda está desenvolvendo habilidades cognitivas, de linguagem, motoras, emocionais e sociais. Por isso é tão importante que ela passe por experiências reais, concretas, e interaja socialmente com outros seres humanos, para o seu adequado desenvolvimento.

Mas os efeitos negativos da exposição precoce e exagerada das crianças a monitores não param por aí. Na próxima semana, apresentaremos mais 5 razões para você limitar o tempo de exposição de seus filhos a eles e supervisionar mais de perto o uso das novas tecnologias.

Fonte: Como educar seus filhosYoutube

Jeane Carneiro
Ou apenas "Jéu", 35 anos, vitrinista, maquiadora e viciada em batons, apaixonada por moda e fotografia. Esposa apaixonada, divido meu tempo entre blogar, cuidar dos meus amores, da casa e valorizar a beleza da mulherada.
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7 Comentários para Você sabia? Razões para reduzir o tempo de exposição das crianças
  1. Luh Barros escreveu...
    13 set 2017

    Minhas filhas amam toda essa tecnologia, mas não trocam para ir brincar.
    Bjs

    Responder
  2. Prosa Amiga escreveu...
    13 set 2017

    Amei seu post e acho que esse problema é a nossa realidade.
    As crianças vivem olhando tv e com celular ou tablet na mão, os pais precisam atentar para os sintomas.
    Bjinhos,
    http://www.prosaamiga.com.br

    Responder
  3. Alessandra Ramos escreveu...
    13 set 2017

    Muito importante abordar este tema. Aqui em casa eu e meu marido estamos muito atentos a isto. Temos duas realidades distintas: 1- e 18 anos, e procuramos limitar o tempo no computador/celular, visando melhor qualidade do sono, concentração, além da interação em familia ou mesmo com outras crianças. Temos os ‘momento familia” refeições, lanche, jogos de tabuleiro (ex. Banco Imobiliário, Imagem e Ação, War, Dominó, Dama, Xadrez). Nestes momentos não há telefone celular por perto, é para conversarmos, interagirmos, sermos familia. Nossas crianças estão se distanciando. Também prezo atividades ao ar livre, como piqueniques, acho que o importante é estar atento e dosar, para que nossos pequenos não se prejudiquem. Excelente seu post!
    Beijos!!
    Blog Alessandrices

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  4. Erica escreveu...
    13 set 2017

    É incrível como hoje em dia a criançada não sabe brincar na rua ou mesmo no quintal de casa, mas se der um celular na mão deles, eles fazem maravilhas. Acho que a maior parte da culpa é dos pais, afinal são eles que compram e deixam os filhos tão expostos.

    Responder
    • Jeane Carneiro escreveu...
      13 set 2017

      Tem isso Eric. Meu filho ama o tablet dele, mas não troca por ir correr com os amigos. kkk

  5. Blenda Souza Moura escreveu...
    13 set 2017

    Vejo muito danos no sono da criança, dias dormindo menos e isso é de se preocupar, gostei muito do alerta, beijos!

    Responder
  6. Quadro Feminino escreveu...
    13 set 2017

    Esse é um tema super importante, as crianças hoje já nascem com um aparelho na mão, né?
    http://quadrofeminino.com

    Responder

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