O conceito ganhou evidência no IMCAS, em Paris, e traz a ideia de longevidade e personalização no lugar de promessas rápidas e tratamentos padronizados
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O biohacking, conceito que surgiu há anos em ambientes ligados à ciência, tecnologia e alta performance física, ganhou uma nova leitura ao ocupar o centro das discussões em saúde, longevidade e estética no IMCAS Paris, um dos mais importantes congressos mundiais de dermatologia e medicina estética.
Ao migrar desses nichos técnicos para a prática médica baseada em evidência, o biohacking passa a ser entendido como uma estratégia de prevenção, personalização e cuidado de longo prazo com o corpo e a pele.
Mais do que uma tendência, o biohacking foi apresentado no IMCAS como uma evolução da medicina estética baseada em evidência. A proposta é clara: otimizar o funcionamento do corpo e da pele com ciência, dados e estratégias personalizadas. Sem exageros ou modismos.
O que é biohacking, afinal?
Em termos simples, biohacking é a prática de compreender como o corpo funciona para intervir com precisão e medir resultados. Em vez de agir apenas quando o problema aparece, a ideia é melhorar antes: performance metabólica, qualidade do sono, gestão do estresse, função celular e longevidade.
Por isso, na rotina clínica, o biohacking estético começa muito antes do procedimento. “A avaliação considera histórico de saúde, hábitos de vida, padrões de sono, níveis de estresse, exames laboratoriais e resposta individual da pele”, explica o dermatologista Otávio Macedo, da Clínica Otávio Macedo & Associados, de São Paulo. A partir daí, o tratamento é desenhado de forma integrada.
Entre as principais estratégias aplicadas na prática estão:
- Regeneração da matriz extracelular, com bioestímulos que melhoram o microambiente celular da pele
- Bioestimulação inteligente, respeitando o tempo biológico do tecido e evitando inflamações excessivas
- Tecnologias baseadas em energia, como ultrassom microfocado, radiofrequência e fotobiomodulação, que ativam vias celulares sem sobrecarregar a pele
- Neuro-imunomodulação, com uso criterioso de toxina botulínica e abordagens anti-inflamatórias
- Skincare funcional, com ativos baseados em evidência e alinhados ao ritmo biológico da pele
- Suporte sistêmico, quando indicado, com foco em antioxidantes, micronutrientes e saúde mitocondrial
“O biohacking muda a lógica do consultório. A gente deixa de pensar apenas em corrigir sinais visíveis e passa a tratar a pele como um sistema vivo, integrado ao organismo”, diz o médico.
Segundo o especialista, o grande diferencial está na personalização. “Não existe protocolo de prateleira. Dois pacientes da mesma idade podem ter necessidades completamente diferentes. O biohacking permite atuar com precisão, respeitando a biologia, o tempo e a identidade de cada pessoa.”
Menos volume, mais qualidade
Outro ponto amplamente debatido no IMCAS foi a mudança de paradigma na estética: menos preenchimento excessivo e mais foco em qualidade de pele, firmeza, textura e viço. “Hoje, o objetivo não é mudar o rosto, mas sustentar a estrutura da pele ao longo do tempo”, afirma Otávio Macedo. “Quando a biologia funciona melhor, a estética vem como consequência.”
O biohacking estético dialoga especialmente com mulheres que pensam saúde e beleza no longo prazo, valorizam naturalidade, performance e decisões baseadas em ciência.
Sobre Otávio Macedo
Graduado em Medicina pela Universidade de Taubaté, Residência em Dermatologia no Centro Hospitalar da Universidade Vaudois (CHUV), Lausanne, Suíça, Residência em Dermatologia na Universidade de Buenos Aires, Argentina, Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Membro Fundador da Sociedade Brasileira de Medicina e Cirurgia a Laser, Membro da Academia Americana e Europeia de Dermatologia e atua na profissionalmente há 40 anos.
Mais Informações:
Circular Comunicação
Nice Castro
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